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Blog do Orion
 


Pimentel faz caravana em Minas

Ministro põe o pé na estrada com o discurso da regionalização do desenvolvimento

 

Orion Teixeira*

Na condição de pré-candidato a governador, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel (PT), deu largada às suas pretensões ao seguir estratégia do ex-presidente Lula: vai fazer caravanas mensais por todas as regiões mineiras, sempre com discurso voltado à regionalização e à vocação do desenvolvimento de cada uma das Minas Gerais.

O primeiro evento aconteceu em Juiz de Fora, no dia 1º de março passado; o segundo será em Montes Claros, no dia 22 de abril, ambos organizados pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a mesma entidade que teria pagado R$ 1 milhão por consultorias à empresa (P-21) de Pimentel antes de ele virar ministro e que o deixou ameaçado no cargo.

As próximas viagens de Pimentel ao interior mineiro serão desvinculadas da Fiemg e focarão os prefeitos e lideranças locais. Pimentel ficou mais à vontade para deflagrar a operação depois que conseguiu aliviar a pressão para que, no ano que vem, fosse o futuro coordenador da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff e de assumir o Ministério da Casa Civil. Por conta disso, os ministros Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloísio Mercadante (Educação) serão escalados.

Na última quinta, o PT mineiro fez festa, numa grande churrascaria da cidade, para comemorar os 33 anos do partido e os 10 anos no poder. O clima entre os petistas mineiros é, ao contrário do que há muito não se via, é de completa harmonia entre os seguidores do ex-ministro Patrus Ananias e os de Pimentel e de outras correntes minoritárias.

Todos estão focados nessa primeira oportunidade, acreditam, de chegar, finalmente, ao Governo de Minas. As chances de Pimentel seriam mais visíveis, mas anabolizadas pela falta de definição dos eventuais concorrentes rivais.

Ainda na sexta, o PT municipal elegeu o vereador Pedro Patrus (filho do ex-ministro) líder da bancada na Câmara, abrindo a oportunidade de renovação.

 

“Tucanaram a PBH”

O PSDB mineiro deve andar de orelha vermelha ao experimentar de sua própria acidez, quando ataca o rival PT de aparelhar o Governo federal. Partidos parceiros na base do prefeito Marcio Lacerda (PSB) acusam os tucanos de terem “aparelhado” a Prefeitura de Belo Horizonte. O partido tem sete dos 37 cargos de 1º escalão, enquanto as outras legendas têm apenas um, à exceção do PSB do prefeito, que tem dois (um é cota pessoal do prefeito). Os pessebistas garantiram também as subsecretarias das Regionais Pampulha e Leste.

Dois dos 19 partidos aliados mais incomodados com a tucanização da prefeitura são o PPS e o PV do vice-prefeito Délio Malheiros. De acordo com o presidente do PV mineiro e ex-vice-prefeito de BH, Ronaldo Vasconcelos, os tucanos não são solidários. “Agora, o Pestana (presidente regional do PSDB) está brigando por cargos de outros escalões. Até os garis da cidade terão que ser filiados ao PSDB”, provocou.

Enquanto encara a insatisfação de aliados e a fome de outros por cargos de 2º e 3º escalões, o prefeito dá posse coletiva ao secretariado às 9h30 de amanhã (11/3).

(*) Orion Teixeira escreve de terça a domingo neste espaço

Publicado no HOJE EM DIA no dia 10/3/13



Escrito por Orion Teixeira às 11h43
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Fogo amigo e chiadeira na antecipação

Período pré-eleitoral traz dissidências e críticas internas a presidenciáveis

 

Orion Teixeira*

O quadro pré-eleitoral antecipado se assemelha àquela anedota que sempre alardeava o ex-governador mineiro Hélio Garcia, segundo a qual esse período lembra um caminhão de porcos: se está parado, é aquela chiadeira; se entra em movimento, cada um vai se acomodando e ocupando o espaço, para finalmente, se alinhar (estar de acordo). Ou seja, é hora do fogo amigo registrar estragos e dissidências sobre pré-candidatos a presidente. No centro de tudo, a desnecessária e intempestiva precipitação do processo eleitoral do ano que vem.

Apesar de ter sido um dos críticos da antecipação, o governador pernambucano e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, se deixou levar pela onda ao incentivar aliados a “vender” sua pré-candidatura. Agora, está apanhando em casa. Depois do ex-ministro Ciro Gomes, seu irmão, o governador do vizinho Ceará, Cid Gomes, do mesmo PSB, voltou a reprovar a pré-candidatura ou as intenções presidenciais de Campos de entrar na disputa.

Como quem sabe o que é melhor para o seu partido, Cid Gomes afirmou que o mais acertado seria brigar pela vaga de vice-presidente na chapa da presidente Dilma Rousseff (PT). Claro, disse isso após encontro, na última quarta-feira, com a presidente no Palácio do Planalto. Não há santos nessa história nem crianças para acreditarem em Papai Noel e sonhar que haveria alguma chance de Dilma trocar o PMDB do vice-presidente da República, Michel Temer, pelo PSB de Campos.

Temer não é bobo, nem nasceu ontem. A indefinição que ficou no ar após a convenção do PMDB do último sábado atende a dois princípios básicos e visíveis a qualquer iniciante nas estratégias da política. Primeiro, há uma razão legal e de bom senso; pode-se antecipar a campanha em um discurso, mas não em decisões partidárias. Risco de ilegalidade, até porque, a pauta e as razões da convenção nacional eram outras. Em segundo lugar, se fizessem o contrário, fechariam uma porta para um ingênuo aliado, que, ao ver o obstáculo, poderia se fechar em ressentimentos ou passar a flertar com o outro lado, no caso a oposição.

PT e PMDB formam uma aliança definida e cristalizada e ainda farão de tudo para manter o PSB como um aliado estratégico e regional, assegurando os votos do Nordeste de modo a neutralizar o Sudeste (São Paulo e Minas), por onde os tucanos do senador e pré-candidato Aécio Neves pretendem fazer sua base de lançamento.

Por falar ainda em antecipação das eleições, o aliado Cid Gomes também disparou seu fogo amigo contra o ex-presidente Lula. De acordo com o cearense, o petista errou absurdamente ao lançar a reeleição da presidente durante a festa de 10 anos do PT no governo. Muitos concordam com ele, e a oposição comemora o que considerou erro estratégico. Tudo bem, mas Lula tem créditos de sobra por conta das estratégias nas quais apostou e venceu nas últimas duas eleições.

(*) Jornalista político escreve de terça a domingo no HOJE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 17h53
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Divulgado no dia 8/3/13 pela Rádio Band News FM 89,5

Derrubada arranha liderança de Dilma

Congresso Nacional teve votação histórica ao derrubar o veto da presidente

 

Orion Teixeira*

A votação que derrubou o veto presidencial que impedia a redistribuição dos recursos dos royalties do petróleo foi uma derrota para os estados produtores – Rio, São Paulo e Espírito Santo – e também para o Governo federal.

O resultado da votação alcançou mais de 60% dos votos dos deputados e dos senadores, arranhando a liderança da presidente Dilma Rousseff.

Um dos estados mais afetados pela votação, o Rio de Janeiro deverá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando insegurança jurídica. Ontem, o governador Sérgio Cabral anunciou a suspensão de "todos os pagamentos do Estado, com exceção do (salário) dos servidores públicos" até que o STF julgue a constitucionalidade do projeto de lei de distribuição de royalties do petróleo.

Durante todo a batalha dos royalties, Minas ficou caladinho, talvez, por conta dos recursos de seu minério, que, no futuro, poderão também ser alvo de projeto semelhante para redistribuição das compensações financeiras para todos os estados brasileiros.

De acordo com o governador Antonio Anastasia, os valores estimados para o Estado e para os municípios, após a derrubada do veto, são de cerca de R$ 600 milhões a R$ 650 milhões. Antes de comemorar, ou gastar por conta, ele disse ainda que, primeiro, vai aguardar os desdobramentos no Supremo, onde o assunto deverá ser judicializado.

Há fortes argumentos, como o da segurança jurídica, para reverter a decisão com relação a contratos em vigor; por outro lado, também há base legal e constitucional anterior que dá ao Congresso Nacional autonomia para rever aquilo que era injustificadamente mantido.

Agora, os R$ 4 bilhões deverão ser divididos igualmente a todos, desconsiderando a classificação de produtores e não produtores.

(*) Jornalista político

- Ouça aqui o comentário pela Rádio Band News FM 89,5



Escrito por Orion Teixeira às 17h50
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Publicado no HOJE EM DIA no dia 8/3/13

Dia de oposição em Brasília e BH

Partidos da própria base derrubam veto presidencial de Dilma Rousseff

 

Orion Teixeira*

Não foi um duelo à maneira tradicional entre situação e oposição ao Governo federal. Seja como for, o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) referente à redivisão dos recursos dos royalties do petróleo foi derrubado de modo inédito. Não estava em jogo um projeto do governo, mas a liderança da presidente acabou respingada ante o enfrentamento dos próprios aliados por uma decisão de Dilma que atendia apenas a uma pequena parte de sua base. Tão pequena que o resultado contrário foi um massacre, 66% nas duas casas.

Nem se pode dizer que o governo lavou as mãos depois do veto, porque, nos bastidores, atuou com pulso firme para manter sua decisão. Evitou, é claro, o enfrentamento direto ao perceber que entraria numa batalha inglória por uma vitória de Pirro. Não valia a pena. O melhor é não sentir o golpe e deixar que o Governo do Rio, o mais afetado com a derrubada do veto, compre a briga e promova sua judicialização no Supremo Tribunal Federal (STF).

Há fortes argumentos, como o da segurança jurídica, para reverter a decisão com relação a contratos em vigor; por outro lado, também há base legal e constitucional anterior que dá ao Congresso Nacional autonomia para rever aquilo que era injustificadamente mantido. Como acontece, por exemplo - e o STF já mandou rever - com o repasse do Fundo de Participação dos Estados, que, por razões históricas injustificáveis, continua favorecendo os grandes em prejuízo dos pequenos.

De caneta em punho, o governador Sérgio Cabral (RJ) suspendeu, ontem, todos os pagamentos, com exceção do salário dos servidores até que o STF julgue a decisão. Uma forma de pressão, que, com certeza, não assustará os ministros.

Embora tenha ficado caladinho, talvez, por conta deu seu minério, Minas irá ganhar R$ 700 milhões/ano. Para evitar riscos futuros em sua destinação, a Assembleia Legislativa poderia vinculá-los à educação fundamental.

 

BRT será investigado

A oposição também abriu brechas na Câmara de Belo Horizonte para furar o bloqueio e reabrir o debate. Por meio de um requerimento do vereador Tarcísio Caixeta (PT), a Comissão de Orçamento aprovou ontem audiência pública para discutir as razões da obra do BRT (ônibus de transporte rápido) e do atraso dela. Na próxima quarta (13), acontecerá a 1ª reunião para a qual foram convidados os secretários de Obras e de Planejamento e a BHTrans. Com debate, transparência e a necessária prestação de contas, a administração e o Legislativo desempenham melhor o funcionamento de cada um.

Por pouco, apenas três votos, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) também não saiu derrotado ontem no plenário da Câmara. Seu veto à contratação de professores de educação física para o ensino infantil e fundamental foi mantido graças à omissão de três vereadores. Dos que estavam presentes, 18 cravaram o não. Das galerias lotadas, espocaram vaias e protestos sob narizes de palhaço.

(*) Jornalista político escreve de terça a domingo no HOJE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 17h41
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Publicado no dia 7/3/13 no HOJE EM DIA

Veto dos royalties é derrotado no Congresso

Sem votos, bancadas do Rio e do Espírito Santo abandonam o plenário

 

Orion Teixeira*

Depois de muita tensão e discussões entre parlamentares de estados produtores de petróleo e não produtores, o Congresso Nacional votou ontem à noite e começo da madrugada de hoje os 140 vetos da presidenta Dilma Rousseff ao projeto que muda a distribuição das verbas dos royalties do petróleo. 

Como a votação não foi eletrônica, o resultado da apuração só deverá ser anunciado na manhã desta quinta-feira.

A tendência é de que o veto presidencial tenha sido derrubado, permitindo a redistribuição de R$ 4 bilhões de reais para todos os estados da federação e o Distrito Federal. Minas ficaria com R$ 700 milhões desse bolo.

Diante da provável derrota, parte das bancadas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo deixou o plenário sem votar. Votaram 335 deputados e 61 senadores, que depositaram seus votos nas urnas espalhadas pelo plenário do Congresso.

Foram quase cinco horas de debates e discussões acaloradas no plenário. Os estados tidos como produtores – Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo – reconheceram que não tinham votos suficientes para manter os vetos e protestaram durante toda a sessão. Capixabas e fluminenses pretendem agora ingressar com ações na Justiça para tentar invalidar a sessão. Eles também querem que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare a  inconstitucionalidade das novas regras de distribuição dos royalties.

 

Fundo sem fundo

O fundo partidário pagou no mês passado aos 29 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o total de R$ 16.180, 677. Desse montante, o PT recebeu a maior fatia: R$ 2,609 milhões. O PMDB obteve R$ 1,947 milhão, e o PSDB, R$ 1,795 milhão.

(*) Jornalista político

- Ouça aqui o comentário pela Rádio Band News FM 89,5



Escrito por Orion Teixeira às 17h37
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Publicado no HOJE EM DIA no dia 6/3/13

O que Minas ganha com um ministério?

 

PMDB mineiro ganha mais do que o Estado diante do pouco tempo de mandato

 

 

Orion Teixeira*

 

De nada ou pouco adiantará à pré-candidata presidencial do PT, presidente Dilma Rousseff, e ao seu candidato a governador, ministro Fernando Pimentel (PT), a nomeação de mais um mineiro para o ministério caso o ato não seja acompanhado de ações administrativas e obras de vulto.

 

Há décadas, incluindo aí dois governos tucanos e três petistas (com o atual), o Estado espera ver obras consecutivamente prometidas saírem do papel, deixarem o discurso eleitoral para a realidade de seus principais problemas, como a duplicação da BR 381, sentido BH-Monlevade-Valadares (trecho mais conhecido como rodovia da morte), o anel rodoviário na Grande BH de trágicas estatísticas e a novela sem fim das obras do Metrô de BH.

 

O metrô é um bom exemplo do descaso e abandono. Tem cerca de 30 quilômetros em seus 30 anos de existência e de obras, com uma média, num balanço burocrático, de um quilômetro construído por ano. Porém, nos últimos 10 anos, não recebeu um metro sequer.

 

No ano passado, foram registrados 2.564 acidentes na rodovia da morte (BR 381), com 124 óbitos. Sua construção data da década de 1950 e foi projetada para comportar um fluxo médio de 500 veículos por dia; hoje o volume de tráfego é 120 vezes maior.

Minas tem a maior malha rodoviária do país, de acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, da qual 58,3% das estradas estão regulares, ruins ou em péssimas condições (cerca de 6 mil quilômetros). No anel rodoviário, foram registrados 3.300 acidentes em 2012, 250 a mais do que em 2011, com 1.139 feridos e 31 mortos, de acordo com a Polícia Militar Rodoviária.

Saindo da seara administrativa, a impressão que se tem é que a escolha de um mineiro atende mais a um objetivo político e de fundo eleitoral, uma maneira de contornar a insatisfação do PMDB estadual e mantê-lo fiel em 2014, do que realmente corrigir o que não fez por Minas.

 

O PMDB mineiro voltou entusiasmado da convenção nacional do partido, no último sábado, com a certeza de que indicará o presidente regional Antonio Andrade para o Ministério da Agricultura ou o deputado federal Leonardo Quintão para os Transportes. Seja quem for o escolhido, e para qual pasta for, chegará a um governo em sua reta final, quando o ano de 2013 já está com cara de 2014.

Não haverá tempo hábil para montar sua própria equipe, encarar os lobbies poderosos que gravitam em torno das grandes obras e a resistência técnica e necessária de um órgão ambiental, de um Ministério Público ou Tribunal de Contas. O PMDB mineiro poderá resolver seu problema de carência política, mas o candidato a governador da aliança PT/PMDB, muito provavelmente o ministro Fernando Pimentel, entrará na campanha devendo muitas explicações ao eleitor mineiro.

 

(*) Jornalista político escreve de terça a domingo no HOJE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 17h25
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Divulgado no dia 6 pela Rádio Band News 89,5 FM

 

Congresso retoma batalha pelos royalties

 

Governo federal decide colocar sua força pela manutenção dos vetos

 

 

Orion Teixeira*

 

Não será uma batalha fácil derrubar o veto presidencial para alterar a redistribuição dos royalties do petróleo em favor de todos os estados e municípios brasileiros. Além dos chamados estados produtores - Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo –, o governo federal decidiu entrar na briga.

 

Apesar de a maioria dos deputados e senadores ser favorável, dois fatores dificultam a derrubada do veto presidencial. Primeiro, a exigência de quórum qualificado para a análise – metade mais um em cada Casa Legislativa- e o fato da votação ser secreta.

A pressão pela manutenção do veto cresceu nas últimas 24 horas. Ontem, a decisão do governo de publicar dois novos vetos ao projeto de distribuição dos royalties causou tumulto no Congresso Nacional. Em edição extra do Diário Oficial da União, publicado na tarde desta terça feira, o governo decidiu alterar o veto inicial dos royalties publicado há mais de três meses e incluir dois novos itens.

A ação é clara e com um único objetivo: retardar a votação para que os aliados tenham tempo de mudar os votos a favor da manutenção dos vetos presidenciais. A grande maioria dos parlamentares não escondeu a irritação com a manobra.

Por isso, o Congresso Nacional adiou para hoje a votação. Dos 140 vetos ao Projeto de Lei dos Royalties, 138 tinham justificativa para o corte. Para a sessão de hoje, será distribuída nova cédula de votação já com 140 vetos a serem apreciados.

Os prefeitos que defendem a mudança estão telefonando e enviando mensagens aos parlamentares desde sexta-feira. Não há notícias da ação de outros governadores de outros estados que seriam beneficiados.

Caso o veto seja derrubado, quase R$ 4 bilhões de reais serão divididos entre todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Desse valor, Minas receberia cerca de R$ 700 milhões de reais contra os R$ 100 milhões de reais que ganha hoje.

(*) Jornalista político

- Ouça aqui o comentário pela Rádio Band News FM 89,5

 

 



Escrito por Orion Teixeira às 17h21
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Divulgado no dia 5 de março pela Rádio Band News 89,5 FM

Royalties põem Dilma contra a própria base

Liberados para votar, o Congresso Nacional decide o futuro d dos royalties do petróleo

 

Orion Teixeira*

Brasília viverá hoje momentos de tensão e de muita expectativa com a votação que deverá fazer história ao derrubar o veto presidencial à redistribuição dos royalties do petróleo a todos os estados. Para isso, a maioria absoluta de deputados e senadores deverá votar contra o veto da presidente Dilma Rousseff e contra os estados tidos como produtores, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Nem mesmo o deputado mais otimista desses três estados acredita que os royalties serão mantidos da forma como é hoje. Se a redistribuição for mesmo aprovada, Minas, por exemplo, receberá cerca de R$ 700 milhões por ano. Hoje, não chega a R$ 100 milhões.

O quorum mínimo para abertura da sessão é de 14 senadores e 86 deputados, mas para um veto ser derrubado é necessário maioria absoluta no Senado e na Câmara separadamente. Se a votação sobre os vetos dos royalties for concluída ainda hoje, a pauta do Congresso ficará destravada, e o Orçamento da União para este ano, poderá ser votado em seguida com atraso de quase três meses.

Se a batalha está perdida, a guerra não acabará aí. Os três estados produtores pretendem levar o assunto ao Supremo Tribunal Federal, alegando insegurança jurídica, já que a redistribuição dos royalties altera até contratos em vigor.

 

Municípios mineiros fiscalizados

Sessenta municípios brasileiros, dos quais sete mineiros, foram sorteados para ser alvo de fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU) sobre o uso de recursos federais.

Eles receberão nos próximos dias um grupo de auditores para examinar as contas da prefeitura.

A medida visa frear a corrupção e evitar desvios de recursos federais aplicados nesses municípios. Os casos de irregularidades serão encaminhados para a Polícia Federal, Ministério Público e Tribunal de Contas da União. Os municípios mineiros a serem investigados são Perdigão, Novorizonte, Rodeiro, Monte Santo de Minas, Formiga, Vargem Bonita e Várzea da Palma.

(*) Jornalista político

- Ouça aqui o comentário pela Rádio Band News FM 89,5



Escrito por Orion Teixeira às 17h14
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Divulgado no dia 4 de março, pela Rádio Band News

Convenção garante Temer e cargo para Minas

 

Recondução do vice-presidente ao comando do PMDB abre a chance de Minas ter mais um ministro

 

Orion Teixeira*

 

O PMDB realizou convenção no sábado para reconduzir o vice-presidente da República, Michel Temer, ao comando do partido. A decisão reafirma também a lua de mel entre os peemedebistas e o PT da presidente Dilma Rousseff para as eleições do ano que vem. Coube à presidente, que participou do evento, ser mais explícita, dizendo que desejava “vida longa” à aliança entre os dois partidos.

 

Para não cometer crime eleitoral, o encontro deixou apenas implícito o que já é sabido, mas não pode ainda ser anunciado, que Dilma e Temer repetirão a chapa para as eleições presidenciais de 2014.

 

Se amarrou a aliança nacional, o PMDB, por outro lado, liberou as articulações nas disputas estaduais, onde, em muitos casos, o próprio PT será o adversário, como no Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.

 

Em Minas, para que a aliança seja mantida, Dilma e Temer devem escolher um peemedebista mineiro para virar ministro na reforma ministerial que preparam para este mês. O nome mais cotado é do presidente regional do partido, deputado federal Antônio Andrade, para a pasta da Agricultura ou dos Transportes.

 

O cargo é uma reivindicação do PMDB mineiro como compensação aos sacrifícios feitos, entre eles, o de retirar, na eleição passada, sua candidatura a prefeito para apoiar o petista e ex-ministro Patrus Ananias em Belo Horizonte.

 

Para o PT, a medida fortalece também a pré-candidatura a governador do ministro Fernando Pimentel, em 2014, e minimiza as críticas feitas por mineiros de que o estado está subrepresentado no Governo federal.

 

 

(*) Jornalista político

 

- Ouça aqui o comentário pela Rádio Band News FM 89,5 



Escrito por Orion Teixeira às 16h58
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“Falta definir o pescoço”, prevê dirigente aliado

Prefeito reabre negociações com os 19 partidos para cargos de 2º e 3º escalões

 

Orion Teixeira*

O anúncio do secretariado não encerrou a longa negociação, de 59 dias, para a composição de cargos e acomodação dos 19 partidos aliados na segunda gestão do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). “Concluímos a cabeça, falta o pescoço”, definiu um dirigente partidário influente, referindo-se à segunda etapa que começa, a partir de amanhã, para a nomeação dos cargos de segundo e terceiro escalões das secretarias e das regionais, como de secretários-adjuntos, chefes de gabinete, assessores e diretores.

O primeiro tempo dessa composição apenas estabeleceu como será a relação do prefeito e sua base aliada na Câmara e deverá marcar todo o mandato. Os vereadores e partidos, incluindo os novatos, aprenderam que a senha é declarar-se insatisfeito e valorizar o voto.

Apesar do jogo político, o prefeito voltou a aparentar tranquilidade depois da longa negociação para concluir o primeiro tempo. Ele sabe que a segunda etapa também é difícil, mas se antecipou e preparou uma lista de nomes e posições estratégicas que deseja manter, deixando uma parte para o varejão da barganha da nova relação política. Além disso, não dá para gerenciar a cidade apenas do gabinete, é preciso ter, na ponta, muito mais do que no nível central, gestores tecnicamente qualificados.

Os efeitos sobre os aliados já foram percebidos na Câmara Municipal, onde o prefeito precisa ter governabilidade e aprovação de seus projetos que exigem quórum qualificado. Alguns aliados, por exemplo, estão confundindo governabilidade com alinhamento automático. O líder do prefeito, vereador Preto (DEM), deixou bem claro que não aceitará o contraponto.

Na sexta, ele operou o quórum do plenário para impedir manifestações críticas à formação do secretariado de Lacerda, até mesmo vinda de aliados. Barrou também aprovação, pela Comissão de Transportes, de audiência pública, requerida pelo vereador Pedro Patrus (PT), para discutir a obra do BRT (ônibus de trânsito rápido), sua finalidade e eficiência, custos e razões da paralisação dos trabalhos.

Governabilidade não é, com certeza, o fim do debate necessário e vital a uma casa legislativa nem transformá-la em carimbador das demandas do Executivo. Muito provavelmente, essa não deve ser a orientação do prefeito, que, na juventude, enfrentou e foi preso em nome das liberdades democráticas.

 

Corrida de obstáculos

Na avaliação de quem já montou partidos, não será tarefa fácil à ex-ministra Marina Silva e aos “sonháticos” reunir as 500 mil assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral até o dia 3 de outubro deste ano, para a criação de legenda nacional. Não bastasse, projeto do deputado federal mineiro, Lincoln Portela (PR), pretende ampliar para 1,5 milhão o número mínimo de apoiadores para formação de novo partido.

(*) Jornalista política escreve de terça a domingo no HOJE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 14h53
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Andrade é o nome do PMDB/MG para ministro

 

Mineiro deve ser indicado para pasta dos Transportes na reforma ministerial

 

 

Orion Teixeira*

 

Hoje, em Brasília, o PMDB realiza sua convenção nacional para homologar duas coisas, a recondução de Michel Temer, vice-presidente da República, ao comando do partido, e a reedição da chapa com o PT da presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem. Claro, com Temer de vice dela. Pode ser excesso de zelo, mas Temer não quer correr riscos nem ser surpreendido por um partido de forte influência regional.

 

O partido é um desafio permanente de engenharia política. Está insatisfeito na Bahia, no Rio, entre outros. Superada essa etapa partidária, Dilma e Temer voltam à condição de, respectivamente, presidente e de vice-presidente para os arremates políticos finais na direção da reeleição. Um deles é a reforma ministerial com que pretendem consolidar a aliança entre os dois partidos, com atenção especial para Minas Gerais.

 

A ideia é dar mais dois ministérios para Minas. O primeiro, quase certo, é atender ao PMDB mineiro, que se queixa de renúncias e sacrifícios em nome do projeto nacional. E mais, vários peemedebistas estão doidos para aderir ao governo estadual tucano.

 

O nome mais forte é do presidente regional Antonio Andrade para o Ministério dos Transportes, com aval, óbvio, do senador mineiro, pré-candidato a governador ou a vice-governador e presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Clésio Andrade (PMDB).

 

O segundo ministério iria para o empresário mineiro Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nesse caso, a aproximação visaria mais ao empresariado do que aos mineiros. De qualquer forma, as duas operações teriam grande repercussão política no Estado do principal rival da aliança PT/PMDB, que é o senador Aécio Neves, pré-candidato presidencial do PSDB.

 

 

Lula adverte PSB

 

Em caravana pelo País, o ex-presidente Lula (PT) deixou advertências no ar, ontem, em Fortaleza, ao aliado e governador do estado vizinho, Eduardo Campos (Pernambuco), do PSB, sobre o futuro da relação dele com o PT. De acordo com Lula, a candidatura presidencial de Campos colocaria em risco a parceria "histórica" entre as duas siglas. Não é à-toa que Aécio Neves tem estimulado a pré-candidatura do pessebista, assim como, às avessas, como é seu estilo, faz o ex-ministro Ciro Gomes (PSB).

 

Demorou

 

O Supremo Tribunal Federal levou 10 anos para definir que serviços públicos comuns aos municípios de regiões metropolitanas, como saneamento básico e transporte, devem ser geridos por um conselho integrado pelo estado e pelos municípios envolvidos, sem a supremacia de um sobre o outro.

 

Há exatos quatro anos, o Governo de Minas sancionava a LC 107, criando a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Agência RMBH). Se havia alguma dúvida, a hora, agora, é de colocar para funcionar.

(*) Jornalista político escreve de terça a sábado no HOE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 16h38
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Antecipação da campanha só é boa para tucano

Dilma só tem prejuízos, Aécio ganha visibilidade que ainda não tem

 

Orion Teixeira*

Os petistas estão caindo na conversa dos tucanos ao aceitar a antecipação da campanha presidencial de 2014 para este ano. A candidatura de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) não ganha nada com isso, muito menos com o bate-boca, que, tradicionalmente, vem a reboque de campanhas.

 

Por ser presidente, Dilma Rousseff, tem a seu favor mídia espontânea diária, e em tempo real, por meio de sua agenda, atividades, realizações e inaugurações de obras em série. Basta turbinar a agenda. Muito provavelmente, o vitorioso marqueteiro João Santana vai baixar a proibição aos destemperos, para reeditar a “Dilminha, paz e amor”, como Duda Mendonça fez com Lula.

 

O pré-candidato presidencial tucano, senador Aécio Neves, ao contrário, não tem essa visibilidade, razão pela qual seus estrategistas trabalham para que ele assuma a presidência nacional do PSDB, tribuna da qual terá repercussão e poderá repercutir quaisquer movimentos feitos pela concorrente.

 

Desde que o irrequieto ex-presidente Lula não se conteve e, durante a festa de 10 anos do jeito petista de governar, lançou o bordão pela reeleição de Dilma, o assunto não saiu mais da mídia. No vácuo do lançamento, Dilma assumiu o microfone na condição de candidata e provocou os tucanos ao dizer que nada herdou deles.

 

Como um esperto cabo eleitoral, o ex-presidente Fernando Henrique percebeu o momento de entrar em cena para dar visibilidade ao PSDB e ao seu candidato. Chamou Dilma de “ingrata” e devolveu a provocação ao dizer que ela estaria cuspindo no prato que comeu.

 

Como petista não gosta de levar desaforo para casa, no ato seguinte, Lula recomendou que FH ficasse “quieto”.  No dia seguinte, Dilma também disparou um “irresponsáveis”, referindo-se aos alarmistas do racionamento de energia.

 

Resultado, campanha antecipada, com direito a bate-boca de dois ex-presidentes e uma presidente, enquanto que Aécio Neves posou de bom moço. Não entrou na provocação, até porque ele sabe que, internamente, sua situação não está resolvida. Seu desafio, hoje, além da visibilidade, ou antes dela, é construir internamente a candidatura.

 

Costurada essa etapa, poderá assumir, com os dois pés, a presidência do partido para ajudar a superar a falta de visibilidade e o índice de desconhecimento, dois venenos para quem se lança à disputa majoritária num país continental.

 

Não basta a Aécio apenas a unidade interna e a visibilidade de presidente partidário. Falta-lhe ainda o marketing político, que, ao contrário das conversas e alianças, é uma ciência mais objetiva do que a subjetividade das articulações políticas. Se deseja mesmo encarar a empreitada, terá que fazer como o rival e adotar as modernas técnicas de uma campanha presidencial. Daqui a dois meses, em maio, ele terá a oportunidade de dizer a que vem no programa partidário de TV e rádio do PSDB.  

 

(*) Jornalista político escreve de terça a domingo no HOJE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 22h11
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PSDB leva seis cargos no 1º escalão

Marcio Lacerda anuncia 32 nomes, a maioria de escolha pessoal e técnica

 

Orion Teixeira*

Será conhecida, hoje, durante coletiva à Imprensa, a composição do novo secretariado da Prefeitura de Belo Horizonte, com 32 nomes, dos quais a maioria da escolha pessoal e técnica do prefeito Marcio Lacerda nas pastas temáticas. Por meio das Secretarias Regionais e cargos de segundo escalão, o prefeito vai atender aos 19 partidos aliados.

Desses, o PSDB foi tratado como o principal aliado e avalista da segunda gestão de Lacerda. Os tucanos terão seis cargos no primeiro escalão, dos quais três secretarias, duas regionais, do Barreiro e da Pampulha, e a BHTrans. A novidade ficou por conta da indicação do ex-prefeito de Juiz de Fora, o tucano Custódio Mattos, que assumirá a Secretaria de Desenvolvimento.

O partido de Lacerda, o PSB, terá duas secretarias: o vereador Daniel Nepomuceno assume a Secretaria de Serviços Urbanos e a ex-reitora do Uni-BH Sueli Baliza Dias, que se filiou ao partido recentemente, para a Educação. O PDT ficará com a de Esportes, com o vereador Bruno Miranda.

Para garantir a governabilidade na Câmara Municipal, o prefeito teve que compor com o grupo que o derrotou na eleição do presidente da casa. O vice-presidente da Câmara, Wellington Magalhães (PTN), com apoio do deputado estadual João Vitor Xavier (PEN-PSDC) e do deputado estadual Gustavo Valadares (PSD), abonou a indicação do chefe de gabinete de Valadares, Cristiano Pereira Lamas, para a Regional Noroeste.

O deputado federal Luiz Tibé (PT do B), que tem quatro vereadores, vai indicar a Prodabel, a Fundação Parques e Jardins e a Regional Norte. A vereadora Elaine Matozinhos, presidente municipal do PTB e única vereadora do partido, vai indicar um ex-delegado para a Regional Leste.

Com apoio do líder do governo, Preto (DEM), Neusa Fonseca permanece na Regional Oeste. A Regional Venda Nova será do PRB, a Nordeste fica com o PPS, com a indicação de Geraldo Coruja.

(*) Jornalista político

- Ouça também meus comentários políticos diários pela Rádio Band News FM 89,5

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Escrito por Orion Teixeira às 11h41
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Ex-prefeito de Juiz de Fora vira secretário em BH

Prefeito Marcio Lacerda compõe até com o grupo que o derrotou na Câmara

 

Orion Teixeira*

Como era previsto, o PSDB vai ocupar o lugar do PT de principal avalista na atual gestão da Prefeitura de Belo Horizonte, com seis cargos de primeiro escalão. Vai comandar as Secretarias de Saúde, Segurança Urbana, Desenvolvimento (com quatro subsecretarias), BHTrans e duas Regionais (Barreiro e Pampulha).

A surpresa guardada a sete chaves pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB), e que dará a dimensão de seu novo secretariado, está no titular da Secretaria de Desenvolvimento: o ex-prefeito de Juiz de Fora Custódio Mattos. Tucano de alta plumagem, Custódio já foi deputado federal, secretário de Estado, além de prefeito (perdeu a reeleição no ano passado).

O partido de Lacerda, o PSB, emplaca dois: o vereador Daniel Nepomuceno para a Secretaria de Serviços Urbanos e a ex-reitora do Uni-BH Sueli Baliza Dias, que se filiou ao partido recentemente. Pier Senesi vai comandar a chamada Gestão Compartilhada, para fazer a articulação com a sociedade civil. Segundo vereador a virar secretário, Bruno Miranda (PDT) comandará a de Esportes.

Dos 32 nomes do 1º escalão, faltava definir ainda ontem à noite quatro nomes, entre eles o titular da Secopa, do Meio Ambiente, da SLU e da Regional Centro-Sul, que será indicada pelo PV.

O ex-coronel Genedempsey Bicalho cede o comando da Segurança para outro coronel, Hélio Santos Júnior (PSDB), mas ficará com o comando da Urbel (cargo que acumulava desde o final do ano passado). O economista Marcelo Piancastelli será o titular das Finanças.

Na avaliação do prefeito, todos os 19 partidos aliados serão contemplados. Ele adiou a publicação das nomeações para sexta, mas, hoje, fará o anúncio em coletiva à Imprensa.

 

Pela governabilidade

Em nome da governabilidade na Câmara de BH, Lacerda  cedeu às pressões contra a formação excessivamente técnica e compôs com algumas das lideranças políticas do grupo que o derrotou na eleição da presidência da Casa.

Por indicação do vice-presidente da Câmara, Wellington Magalhães (PTN), com apoio do deputado estadual João Vitor Xavier (PEN-PSDC) e do deputado estadual Gustavo Valadares (PSD), o chefe de gabinete deste último, Cristiano Pereira Lamas, assumirá a Regional Noroeste.

O deputado federal Luiz Tibé (PT do B), que tem quatro vereadores, vai indicar a Prodabel, Fundação Parques e Jardins e a Regional Norte. A vereadora Elaine Matozinhos, presidente municipal do PTB e única vereadora do partido, vai indicar um ex-delegado para a Regional Leste.

Com apoio do líder do governo, Preto (DEM), Neusa Fonseca permanece na Regional Oeste. A Regional Venda Nova é do PRB. A Regional Nordeste é do PPS, com Geraldo Coruja. Ainda ontem, quatro vereadores do Barreiro tentavam emplacar o adjunto dessa Regional, que ficou com o PSDB.

(*) Jornalista político escreve de terça a domingo no HOJE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 11h36
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PUBLICADO NO DIA 27/2/13 no HOJE EM DIA

Regionais e 2º escalão para partido aliado

 

Prefeito de BH, Marcio Lacerda, escolhe nova secretária de Educação

 

Orion Teixeira*

 

O novo secretariado da Prefeitura de Belo Horizonte será publicado amanhã no Diário Oficial do Município (DOM), concluindo uma operação política que durou exatos 59 dias. Por uma gestão técnica, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) montou uma equipe que terá mais especialistas do que políticos, apesar da insatisfação de sua base na Câmara Municipal, onde precisa de 28 votos fiéis nas matérias de quórum qualificado.

 

Ontem, o prefeito bateu o nome da nova secretária de Educação, a ex-reitora do Uni-BH Sueli Baliza Dias (cota pessoal), contrariando reivindicação feita antes pelo PPS. A ex-reitora é especialista no setor, mas nunca atuou na área pública. Para garantir a governabilidade na Câmara Municipal, Lacerda buscou atender aos aliados com as secretarias regionais (1º escalão) e cargos de segundo escalão.

 

Com três vereadores, o PSDB do senador Aécio Neves será o mais valorizado, com duas secretarias (Saúde e Segurança), duas regionais (Pampulha e Barreiro) e mantém ainda a BHTrans. Por ter apenas dois vereadores (um dissidente), o PPS ficou com a Regional Nordeste, que será assumida por seu presidente municipal, Geraldo Coruja, e também vai ter a Subsecretaria de Direitos Humanos, com a ex-vereadora Silvia Helena, e a presidência da Fundação Zoobotânica, com Jorge Espechidt.

 

O PV do vice-prefeito Délio Malheiros, com dois vereadores, não conseguiu a pasta do Meio Ambiente e será recompensado com a Regional Centro-Sul, cujo titular, Harley Andrade, ligado ao senador Clésio Andrade (PMDB), foi exonerado anteontem. O PRP, que tem um vereador, vai comandar a Regional Venda Nova. A Regional Norte será mantida com o grupo político do deputado federal Luiz Tibé (PT do B, que tem quatro vereadores).

 

Amanhã, será oficializado apenas o primeiro escalão, deixando os outros escalões para os primeiros dias de março, embora o prefeito já tenha os nomes definidos. Dos nomeados, apenas dois são vereadores – Bruno Miranda, para a Secretaria de Esportes, e Daniel Nepomuceno, para a de Políticas Urbanas, tida como a terceira mais forte da PBH.

 

Ainda ontem, Lacerda driblava a indicação do presidente do PSDB/BH, deputado João Leite, em favor do ex-vereador e ex-atleta Heleno, mas Lacerda pretende reparar um problema da outra gestão, quando desatendeu o PDT. Sérgio Fernando, do PV, ainda pode ser o terceiro vereador secretário.

 

 

Gambogi no TJ

 

O governador Antonio Anastasia escolheu ontem o novo desembargador do Tribunal de Justiça da lista tríplice pelo quinto constitucional (OAB). Será o advogado e professor Luiz Carlos Gambogi, que, na véspera, havia conquistado o segundo lugar, com 59 votos, no Pleno do Tribunal. Na avaliação dos desembargadores, é um nome que, por seu currículo, agrega valor ao Judiciário mineiro.

 

(*) Jornalista político escreve de terça a domingo no HOJE EM DIA



Escrito por Orion Teixeira às 00h59
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